Noticia Jornal Público
“Na missa de ontem cheirava-se no ar a solução alcoólica com que o sacerdote agora lava as mãos no altar, antes de começar a distribuir as hóstias. Os cinco ajudantes receberam instruções iguais e lavaram as mãos com sabonete no lavatório da sacristia, seguido da passagem pela solução com álcool. Agora já quase não há pessoas a pedir a comunhão na boca. Esta mudança nos rituais abriu uma polémica na Igreja. Numa nota divulgada na sexta-feira, o patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, disse que a Pastoral de Saúde não tem competência para "alterar ritos nem para dar normas de alterações das regras da liturgia".
A pandemia da parvoeira já chegou à igreja.
Com a chegada do Verão, surge aquela maleita sazonal que se alastra aos órgãos de comunicação social que tem o nome de gripe da ausência de noticias. O povo vai a banhos, eu vou a banhos, o parlamento vai de férias, as escolas estão fechadas, não há futebol, O LFV ainda é presidente do Benfica, e aquilo que ainda dava para 25 minutos de noticiário em prime time, que era os fogos (postos e não postos) estão este ano em baixa. A crise, felizmente, também chegou ai.
Resta-nos então a famosa gripe. Todos os santos dias, somos infectados com noticias tão parvas como o aumento de 5, 10, 7, (hoje foram 14!) pessoas com a gripe A.
É certo que devemos tomar as devidas precauções no que concerne à sua prevenção. Isso já todos sabemos. Mas tais noticias apenas alarmam as pessoas e depois chega-se ao fundamentalismo, e o caso acima descrito no jornal Público é de bradar aos Céus. Gostava de saber, quantas pessoas morrem por dia vitimas de pneumonia, sem ter uma relação directa com este vírus. Ou o numero de pessoas que morrem vitimas de AVC. Ou vitimas de SIDA. Pois é! Gostava mas não sei. Não sei porque não é notícia. Porque vale mais um infectado com o vírus da gripe A do que um morto por AVC.
NOTA: Neste momento 0,0015% da população está infectado com o vírus.
Naruto
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