"Quando você for convidado pra subir no adro
Da fundação casa de Jorge Amado
Pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos
Dando porrada na nuca de malandros pretos
De ladrões mulatos e outros quase brancos
Tratados como pretos
Só pra mostrar aos outros quase pretos
(E são quase todos pretos)
E aos quase brancos pobres como pretos
Como é que pretos, pobres e mulatos
E quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados
E não importa se os olhos do mundo inteiro
Possam estar por um momento voltados para o largo
Onde os escravos eram castigados
E hoje um batuque um batuque
Com a pureza de meninos uniformizados de escola secundária
Em dia de parada
E a grandeza épica de um povo em formação
Nos atrai, nos deslumbra e estimula
Não importa nada:
Nem o traço do sobrado
Nem a lente do fantástico,
Nem o disco de Paul Simon
Ninguém, ninguém é cidadão
Se você for a festa do pelô, e se você não for
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui
E na TV se você vir um deputado em pânico mal dissimulado
Diante de qualquer, mas qualquer mesmo, qualquer, qualquer
Plano de educação que pareça fácil
Que pareça fácil e rápido
E vá representar uma ameaça de democratização
Do ensino do primeiro grau
E se esse mesmo deputado defender a adoção da pena capital
E o venerável cardeal disser que vê tanto espírito no feto
E nenhum no marginal
E se, ao furar o sinal, o velho sinal vermelho habitual
Notar um homem mijando na esquina da rua sobre um saco
Brilhante de lixo do Leblon
E quando ouvir o silêncio sorridente de São Paulo
Diante da chacina
111 presos indefesos, mas presos são quase todos pretos
Ou quase pretos, ou quase brancos quase pretos de tão pobres
E pobres são como podres e todos sabem como se tratam os pretos
E quando você for dar uma volta no Caribe
E quando for trepar sem camisinha
E apresentar sua participação inteligente no bloqueio a Cuba
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui"
naruto
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
One for my baby - Frank Sinatra
Sem ordem de grandeza este e outro dos 3 grandes mestres do Sec.XX.
Em "One for my baby" pode-se verificar que a orquestra raramente apareçe, apenas o piano marca presença. E é nestes momentos, sem danças, sem bailarinas, sem arranjos cénicos de especie alguma, que se separa o "trigo do Joio".
Brilhante!
"Só se vive uma vez e, do jeito que eu vivo, uma vez é suficiente"
Frank Sinatra
Naruto.
Em "One for my baby" pode-se verificar que a orquestra raramente apareçe, apenas o piano marca presença. E é nestes momentos, sem danças, sem bailarinas, sem arranjos cénicos de especie alguma, que se separa o "trigo do Joio".
Brilhante!
"Só se vive uma vez e, do jeito que eu vivo, uma vez é suficiente"
Frank Sinatra
Naruto.
domingo, 10 de janeiro de 2010
Jeff Buckley Lilac Wine
Já não é a primeira vez que falo aqui de Jeff Buckley mas o que eide fazer
Srs e Sras...um dos meus 3 mestres, aqui com uma versão de Nina Simone de "Lilac Wine".
Naruto
Srs e Sras...um dos meus 3 mestres, aqui com uma versão de Nina Simone de "Lilac Wine".
Naruto
sábado, 9 de janeiro de 2010
E então...?
A questão sobre se discutir o casamento homossexual significa ou não perder tempo tem, de facto, uma base lógica.
Com efeito, um dos pilares do direito ou, se quisermos, do conjunto de enunciados que pretendem regular a vida em sociedade (sejam ou não de cariz legal), é precisamente o de defender terceiros dás (más) acções de outrém, precavendo que o desejo de alguém não interfira com a vontade involuntária do “outro”.
Ora o casamento entre pessoas do mesmo sexo apenas tem influencia directa para...as duas pessoas envolvidas.
Nessa medida, atendendo a que se trata de uma matéria que apenas aos dois envolvidos diz respeito, estando na presença de adultos que manifestam uma vontade livre de ónus (não vale a piada fácil com a troca do “o” pelo “a”), por não colocar em causa qualquer direito de terceiros, custa efectivamente a entender a razão de tanto tempo perdido à volta do assunto.
Claro que poderemos sempre dizer que à luz dos costumes, da moral (judaico-cristã ou qualquer outra), da história (neste caso do Ocidente, apesar da homossexualidade ser algo normal entre os homens da Grécia antiga, sobretudo na vertente pedófila), do conceito de família, etc., pode tratar-se de uma questão discutível.
Já mais difícil de questionar, a meu ver, é o facto do casamento entre pessoas do mesmo sexo ser “um atentado à instituição família”, como muitos dizem, ou que “coloca em causa a estrutura social que conhecemos”, entre outros dramas mais ou menos alarmistas. Se não vejamos (novamente aplicando apenas a lógica, independentemente daquilo que cada um defende):
> O casamento homossexual, no limite, acrescenta famílias, não as diminui.
> Um homossexual, se se mantiver a proibição do casamento entre pessoas do mesmo sexo, não vai deixar de o ser, pelo que a legalização não estará a “roubar” ou a “desviar” potenciais noivos heterossexuais ao casamento entre pessoas de sexo diferente ...
> Também não parece plausível que por se tornar legal, os que não são já homossexuais resolvam casar com pessoas do mesmo sexo só porque passa a ser possível fazê-lo...
> Não nos podemos esquecer que a condição de homossexual não se legisla pelo que a sua regulamentação não altera, para os terceiros (por muito que alguns destes desejassem acabar com aquela “raça”), nada do que já existe.
> Quem é homossexual continuará a sê-lo, quem partilha a vida com um companheiro/a do mesmo sexo continuará a partilhá-la até eventualmente decidir pelo contrário, tal como acontece no casamento heterossexual, através da figura jurídica do divórcio, com a única diferença que não poderá fazer valer os mesmos direitos que já estão consagrados para os heterossexuais.
> Mais, a sua regulamentação não retira qualquer direito nem acrescenta qualquer dever, ao casamento tal como ele hoje existe, nem condiciona de forma alguma qualquer um dos 90.000 signatários que pediram o referendo.
Visto assim, torna-se difícil perceber o que é que a proibição do casamento entre pessoas do mesmo sexo poderá pretender salvaguardar (lembram-se do primeiro parágrafo ?). Salvaguardar o quê ? De quem ? Com que propósito ? É complicado encontra resposta para estas questões, não é ?
E a questão da adopção não é argumento porque já hoje é permitido a um homossexual adoptar, se for solteiro (e nunca ninguém veio opor-se...)
Enfim...
RogerLPig
Com efeito, um dos pilares do direito ou, se quisermos, do conjunto de enunciados que pretendem regular a vida em sociedade (sejam ou não de cariz legal), é precisamente o de defender terceiros dás (más) acções de outrém, precavendo que o desejo de alguém não interfira com a vontade involuntária do “outro”.
Ora o casamento entre pessoas do mesmo sexo apenas tem influencia directa para...as duas pessoas envolvidas.
Nessa medida, atendendo a que se trata de uma matéria que apenas aos dois envolvidos diz respeito, estando na presença de adultos que manifestam uma vontade livre de ónus (não vale a piada fácil com a troca do “o” pelo “a”), por não colocar em causa qualquer direito de terceiros, custa efectivamente a entender a razão de tanto tempo perdido à volta do assunto.
Claro que poderemos sempre dizer que à luz dos costumes, da moral (judaico-cristã ou qualquer outra), da história (neste caso do Ocidente, apesar da homossexualidade ser algo normal entre os homens da Grécia antiga, sobretudo na vertente pedófila), do conceito de família, etc., pode tratar-se de uma questão discutível.
Já mais difícil de questionar, a meu ver, é o facto do casamento entre pessoas do mesmo sexo ser “um atentado à instituição família”, como muitos dizem, ou que “coloca em causa a estrutura social que conhecemos”, entre outros dramas mais ou menos alarmistas. Se não vejamos (novamente aplicando apenas a lógica, independentemente daquilo que cada um defende):
> O casamento homossexual, no limite, acrescenta famílias, não as diminui.
> Um homossexual, se se mantiver a proibição do casamento entre pessoas do mesmo sexo, não vai deixar de o ser, pelo que a legalização não estará a “roubar” ou a “desviar” potenciais noivos heterossexuais ao casamento entre pessoas de sexo diferente ...
> Também não parece plausível que por se tornar legal, os que não são já homossexuais resolvam casar com pessoas do mesmo sexo só porque passa a ser possível fazê-lo...
> Não nos podemos esquecer que a condição de homossexual não se legisla pelo que a sua regulamentação não altera, para os terceiros (por muito que alguns destes desejassem acabar com aquela “raça”), nada do que já existe.
> Quem é homossexual continuará a sê-lo, quem partilha a vida com um companheiro/a do mesmo sexo continuará a partilhá-la até eventualmente decidir pelo contrário, tal como acontece no casamento heterossexual, através da figura jurídica do divórcio, com a única diferença que não poderá fazer valer os mesmos direitos que já estão consagrados para os heterossexuais.
> Mais, a sua regulamentação não retira qualquer direito nem acrescenta qualquer dever, ao casamento tal como ele hoje existe, nem condiciona de forma alguma qualquer um dos 90.000 signatários que pediram o referendo.
Visto assim, torna-se difícil perceber o que é que a proibição do casamento entre pessoas do mesmo sexo poderá pretender salvaguardar (lembram-se do primeiro parágrafo ?). Salvaguardar o quê ? De quem ? Com que propósito ? É complicado encontra resposta para estas questões, não é ?
E a questão da adopção não é argumento porque já hoje é permitido a um homossexual adoptar, se for solteiro (e nunca ninguém veio opor-se...)
Enfim...
RogerLPig
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Chet Baker
Estas coisa do casamento até entre a comunidade mangueirista levantou celeuma. E já levei com o chá. Não faz mal. Eu gosto é de vêr o circo pegar fogo. Gosto!
Mas passemos ao que interessa. Chet Baker...para ouvir bem acompanhado - E até pode ser alguém do mesmo sexo !!!-
Naruto
Mas passemos ao que interessa. Chet Baker...para ouvir bem acompanhado - E até pode ser alguém do mesmo sexo !!!-
Naruto
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Casamento - Parte II
Caro Naruto,
Desculpa mas discordo em completo da tua opinião que considero retrograda, ultrapassada e reaccionária.
Começando pelo facto de que a visão clássica do casamento que perdura na mente dos cidadãos ocidentais ainda é a imposta por uma linha de pensamento judaico-cristã com uma postura rígida e imutável relativa a assuntos sérios e que nos afectam a todos (sobretudo os que não se revêem em qualquer religião) enquanto sociedade.
Como nota deixo aqui o significado de casamento (Casa + -mento):
1. Acto!Ato ou efeito de casar.
2. Contrato de união ou vínculo entre duas pessoas que institui deveres conjugais. = matrimónio
3. Cerimónia ou ritual que efectiva!efetiva esse contrato ou união. = boda
4. Fig. União, associação, vínculo.
Como vês, em nada indica que tem de ser obrigatoriamente entre pessoas do mesmo sexo.
Relembro também que a constituição portuguesa no seu Artigo 13.º "Princípio da igualdade" refere no seu ponto 2 que "Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual."
Estranho não é ?! que mesmo com tudo misto ainda queiramos limitar o direito à igualdade de tratamento baseando as nossas justificações em conceitos religiosos quando o acto de casar é na sua essência um acto puramente civil, um contrato celebrado entre duas pessoas em que nenhuma figura mitológica deve interferir. Caso isso aconteça não poderemos criticar os Fundamentalistas Islâmicos pois, salvaguardando as devidas diferenças, estamos a ter comportamentos um tanto ou quanto similares.
Sim, concordo que existem assuntos mais sérios para discutir. Mas felizmente somos aquilo a que se chama Homo-sapiens-sapiens e por esse facto conseguimos enquanto indivíduos abordar, discutir e aplicar vários tipos de assuntos com um variado patamar de importância em simultâneo.
Tanta porcaria bem menos importante que se discute e que é noticia de abertura de telejornal e capa de revista durante semanas, e não vejo este argumento ser usado, porque será ? Pensa bem e explora o teu subconsciente para ver se encontras a resposta. Poderá ser que um dia chegues lá.
Está na hora de fazermos uma sociedade humana e virada para o salvaguada dos interesses e da felicidade dessa mesma humanidade.
O homem da maratona
Desculpa mas discordo em completo da tua opinião que considero retrograda, ultrapassada e reaccionária.
Começando pelo facto de que a visão clássica do casamento que perdura na mente dos cidadãos ocidentais ainda é a imposta por uma linha de pensamento judaico-cristã com uma postura rígida e imutável relativa a assuntos sérios e que nos afectam a todos (sobretudo os que não se revêem em qualquer religião) enquanto sociedade.
Como nota deixo aqui o significado de casamento (Casa + -mento):
1. Acto!Ato ou efeito de casar.
2. Contrato de união ou vínculo entre duas pessoas que institui deveres conjugais. = matrimónio
3. Cerimónia ou ritual que efectiva!efetiva esse contrato ou união. = boda
4. Fig. União, associação, vínculo.
Como vês, em nada indica que tem de ser obrigatoriamente entre pessoas do mesmo sexo.
Relembro também que a constituição portuguesa no seu Artigo 13.º "Princípio da igualdade" refere no seu ponto 2 que "Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual."
Estranho não é ?! que mesmo com tudo misto ainda queiramos limitar o direito à igualdade de tratamento baseando as nossas justificações em conceitos religiosos quando o acto de casar é na sua essência um acto puramente civil, um contrato celebrado entre duas pessoas em que nenhuma figura mitológica deve interferir. Caso isso aconteça não poderemos criticar os Fundamentalistas Islâmicos pois, salvaguardando as devidas diferenças, estamos a ter comportamentos um tanto ou quanto similares.
Sim, concordo que existem assuntos mais sérios para discutir. Mas felizmente somos aquilo a que se chama Homo-sapiens-sapiens e por esse facto conseguimos enquanto indivíduos abordar, discutir e aplicar vários tipos de assuntos com um variado patamar de importância em simultâneo.
Tanta porcaria bem menos importante que se discute e que é noticia de abertura de telejornal e capa de revista durante semanas, e não vejo este argumento ser usado, porque será ? Pensa bem e explora o teu subconsciente para ver se encontras a resposta. Poderá ser que um dia chegues lá.
Está na hora de fazermos uma sociedade humana e virada para o salvaguada dos interesses e da felicidade dessa mesma humanidade.
O homem da maratona
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Casamento
Antes demais um bom Ano para todos aqueles que perdem 60 segundos do seu precioso tempo neste Blog.
Neste início de ano, muito se tem falado no casamento entre o pessoas do mesmo sexo. Aliás, perde-se tanto tempo a discutir este tema como os resultados do Benfica. E isto é grave; é grave porque há problemas bem mais sérios para tratar e discutir do que propriamente este, não querendo com isto, retirar a devida importância ao mesmo.
E aqui vou eu tentar esmiuçar -e perder também eu- algum tempo com o tema.
Procurei saber concretamente de onde provêm a palavra casamento, e, então descobri a palavra “casamentu“ do Latim medieval: Ato solene de união entre duas pessoas de sexo diferente, capazes e habilitadas, com legitimação religiosa e/ou civil.
Temos então, já desde os tempos da "Maria Cachucha" que a união de duas pessoas de sexo diferente tem o nome de casamento, definição essa que ainda perdura no nosso actual código Civil.
Então porque alterar o significado da palavra? É certo que também vi definições que apenas se limitavam a dizer que se tratava de a "união de 2 pessoas" não especificando o sexo, mas se recorrermos às origens da palavra, ai a coisa muda de figura.
Fazendo uma analogia, imaginem a palavra "branco" e todos nós sabemos o que é "branco". Já "cinzento" não chamamos de "branco mais escuro, ou branco sujo" Não. Chamamos de "cinzento". Ou seja, criamos um nome para algo que, apesar de ser quase a mesma coisa, não o é!
Não quero com isto, estar a dizer que estou contra a união das pessoas do mesmo sexo. Não nada disso. Apenas acho que não deveremos meter tudo no mesmo saco.
Naruto
Neste início de ano, muito se tem falado no casamento entre o pessoas do mesmo sexo. Aliás, perde-se tanto tempo a discutir este tema como os resultados do Benfica. E isto é grave; é grave porque há problemas bem mais sérios para tratar e discutir do que propriamente este, não querendo com isto, retirar a devida importância ao mesmo.
E aqui vou eu tentar esmiuçar -e perder também eu- algum tempo com o tema.
Procurei saber concretamente de onde provêm a palavra casamento, e, então descobri a palavra “casamentu“ do Latim medieval: Ato solene de união entre duas pessoas de sexo diferente, capazes e habilitadas, com legitimação religiosa e/ou civil.
Temos então, já desde os tempos da "Maria Cachucha" que a união de duas pessoas de sexo diferente tem o nome de casamento, definição essa que ainda perdura no nosso actual código Civil.
Então porque alterar o significado da palavra? É certo que também vi definições que apenas se limitavam a dizer que se tratava de a "união de 2 pessoas" não especificando o sexo, mas se recorrermos às origens da palavra, ai a coisa muda de figura.
Fazendo uma analogia, imaginem a palavra "branco" e todos nós sabemos o que é "branco". Já "cinzento" não chamamos de "branco mais escuro, ou branco sujo" Não. Chamamos de "cinzento". Ou seja, criamos um nome para algo que, apesar de ser quase a mesma coisa, não o é!
Não quero com isto, estar a dizer que estou contra a união das pessoas do mesmo sexo. Não nada disso. Apenas acho que não deveremos meter tudo no mesmo saco.
Naruto
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