Definição de Belo:
Definição de belo é isto.
terça-feira, 20 de abril de 2010
domingo, 11 de abril de 2010
Pare Escute e Olhe
Este Sábado, pela primeira vez confesso, fui ver um documentário. Estava curioso em visionar o mais recente trabalho do realizador Jorge Pelicano, Pare Escute e Olhe. A sua entrevista com Carlos Vaz Marques na passada 4º feira na TSF, aguçou-me ainda mais o apetite.
Compro o bilhete no Amoreiras, onde a menina da bilheteira me relembra que “olhe que é um documentário” ao qual acenei com um simpático mas triste “eu sei”. A sala é aquilo a que o Amoreiras chama de VIP. E de facto o era: Lugares que mais parecem sofás, com lotação para apenas 60 pessoas que chegam e sobejam (infelizmente) para visionar este excelente documentário. Devo dizer que não me arrependi de um único cêntimo. Nem eu nem provavelmente as poucas mais de 20 pessoas que o assistiram.
Depois de “Ainda há pastores” Jorge Pelicano volta a surpreender com mais um trabalho que reflecte a vida e as gentes do interior do pais, mais concretamente, o encerramento progressivo da Linha ferroviária do Tua.
Não existe narrador, apenas esporadicamente frases escritas no ecrã negro. Mas toda a estória está bem escalonada. Apercebemo-nos da forma de viver daquelas pessoas, das suas necessidades e da forma com os políticos assobiam para o lado, em favor da ganância, dos lobbies e do poder das grandes empresas.
É um documentário de intervenção e tendencioso é certo. Não há lugar ao contraditório, mas como diz Jorge Pelicano, “eles” tem todos os dias os média que lhes dão direito de antena, ao contrário dos “outros”, os idosos, os que menos tem, os que estão sujeitos às decisões do governo Central, longe das realidades e das suas necessidades. Mas aquilo que as pessoas provavelmente ainda não se aperceberam, é que não são só aquelas gentes que ficam a perder. É um pais inteiro que fica mais pobre em detrimento de mais uma barragem.
PARE para comprar um bilhete, ESCUTE as pessoas daquelas terras, aquilo que tem para dizer, E OLHEM para a magnífica fotografia e montagem de Jorge Pelicano, para uma terra lindíssima de cortar a respiração, e para a vida dura e difícil daquelas gentes.
O documentário de Jorge Pelicano ganhou o principal troféu do CINEECO, o Grande Prémio do Ambiente, atribuído pelo Júri Internacional, o Grande Prémio da Lusofonia e o Prémio Especial da Juventude, arrecadando assim três Campânulas de Ouro, o troféu deste festival.
Melhor Documentário DocLisboa para longa metragem.
19/20
Naruto
Compro o bilhete no Amoreiras, onde a menina da bilheteira me relembra que “olhe que é um documentário” ao qual acenei com um simpático mas triste “eu sei”. A sala é aquilo a que o Amoreiras chama de VIP. E de facto o era: Lugares que mais parecem sofás, com lotação para apenas 60 pessoas que chegam e sobejam (infelizmente) para visionar este excelente documentário. Devo dizer que não me arrependi de um único cêntimo. Nem eu nem provavelmente as poucas mais de 20 pessoas que o assistiram.
Depois de “Ainda há pastores” Jorge Pelicano volta a surpreender com mais um trabalho que reflecte a vida e as gentes do interior do pais, mais concretamente, o encerramento progressivo da Linha ferroviária do Tua.
Não existe narrador, apenas esporadicamente frases escritas no ecrã negro. Mas toda a estória está bem escalonada. Apercebemo-nos da forma de viver daquelas pessoas, das suas necessidades e da forma com os políticos assobiam para o lado, em favor da ganância, dos lobbies e do poder das grandes empresas.
É um documentário de intervenção e tendencioso é certo. Não há lugar ao contraditório, mas como diz Jorge Pelicano, “eles” tem todos os dias os média que lhes dão direito de antena, ao contrário dos “outros”, os idosos, os que menos tem, os que estão sujeitos às decisões do governo Central, longe das realidades e das suas necessidades. Mas aquilo que as pessoas provavelmente ainda não se aperceberam, é que não são só aquelas gentes que ficam a perder. É um pais inteiro que fica mais pobre em detrimento de mais uma barragem.
PARE para comprar um bilhete, ESCUTE as pessoas daquelas terras, aquilo que tem para dizer, E OLHEM para a magnífica fotografia e montagem de Jorge Pelicano, para uma terra lindíssima de cortar a respiração, e para a vida dura e difícil daquelas gentes.
O documentário de Jorge Pelicano ganhou o principal troféu do CINEECO, o Grande Prémio do Ambiente, atribuído pelo Júri Internacional, o Grande Prémio da Lusofonia e o Prémio Especial da Juventude, arrecadando assim três Campânulas de Ouro, o troféu deste festival.
Melhor Documentário DocLisboa para longa metragem.
19/20
Naruto
quinta-feira, 8 de abril de 2010
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Tokio Hotel

Será este o caminho?
Por vezes sinto-me velho. A sério. Ou melhor, sinto-me desactualizado, fora de moda. São noticias como a do concerto dos Tókio Hotel e o acampamento de meninos junto ao pavilhão Atlântico que me deixam assim.
De facto, acho que já posso dizer umas berlaitas sobre o assunto; não só porque já tive 13,14,15 anos, como também já tenho prol que, apesar de ainda não terem essa idade, para lá caminham a passos largos.
Como qualquer menino quando entrei na pré-adolescencia, comecei a idolatrar as bandas da altura (Duran Duran, Dire Straits, Génesis, U2 etc.) estaria longe de pedir aos meus pais a possibilidade de assistir a uma destas bandas, não só porque “não tinha idade para essas coisas” situação banal naqueles tempos, como os preços dos bilhetes eram algo inatingível para a bolsa dos meus pais.
Cerca de vinte anos passados, e os meninos já não são meninos. Passaram a ter um outro nome; agora chamam-se ”quase-adolescentes-adultos-e-responsáveis”. Tem telemóveis para falar com os pais “responsáveis” , tem dinheiro porque os pais “responsáveis” lhes deram e não querem que eles passem necessidades, tem portáteis para que os pais “responsáveis” lhes possam enviar emails, e, claro está, as tendas, porque os pais “responsáveis” não querem que os ”quase-adolescentes-adultos-e-responsáveis” passem frio na rua. No fundo...tem tudo: Telemóveis, Game-boy, PS3, IPOD, Portáteis, mas será que lhes falta alguma coisa?
Será este o caminho para uma educação séria? Será que, temos que ser os génios do Aladino, não com 3 desejos mas com milhares de desejos para distribuir e saciar toda esta geração?
Penso que não. Eu ainda sou do tempo em que almoçava e jantava com toda a família na mesa e só me levantava quando o meu pai dizia. Eu ainda sou do tempo em que via televisão junto do meu pai e da minha mãe, ou então, falávamos sobre o que correram bem ou mal no dia. Eu ainda sou do tempo em que para ter um par de ténis da ADIDAS, STAN SMITH tive que poupar 3 meses de mesada e ir trabalhar todos os Sábados de manha para a furtaria do bairro. Eu ainda sou do tempo em a primeira vez que fui a uma discoteca foi aos 16 anos e foi a uma matiné na Amadora. Eu ainda sou do tempo em que PAI E MAE eram realmente PAI E MAE e não amigos mais velhos a quem se trata por “você” como se fosse alguém muito, muito distante.
Se isso me condicionou a vida? Não, Agradeço todos os “nãos” que recebi. Se o futuro passa pelo abandono dos ”quase-adolescentes-adultos-e-responsáveis”, enquanto os pais aproveitam para dar umas quecas livremente pela casa, então eu quero andar desactualizado. Se o futuro passa pelos ”quase-adolescentes-adultos-e-responsáveis” apanharem todos os Sábados a bela da coma alcoólica, caídos, num passeio em Santos ou no Bairro Alto, então eu quero andar desactualizado. Se o futuro passa por ter ”quase-adolescentes-adultos-e-responsáveis” a dormir em tendas em plena cidade de Lisboa como se fossem mendigos, então eu quero andar desactualizado.
Por certo estarão a pensar que os meus rebentos quando chegarem à fase do ”quase-adolescentes-adultos-e-responsáveis”, irão fazer o mesmo ou pior. Talvez. Mas tudo farei para que eles entendam que eles não são ”quase-adolescentes-adultos-e-responsáveis” mas sim...meninos.
Naruto
Subscrever:
Mensagens (Atom)