Isaltino Morais voltou novamente a ganhar as eleições autárquicas para a Câmara Municipal de Oeiras.
Eu, pessoalmente, acho que devia ser um caso de estudo. Alguém que foi condenado a sete anos de prisão efectiva, a perda de mandato e a uma coima de 463 mil euros ao Estado, devido aos crimes de fraude fiscal, abuso de poder, corrupção passiva para acto ilícito e branqueamento de capitais e ainda assim conseguir uma nova reeleição na câmara que é só a 2.ª maior geradora de riqueza da Área Metropolitana de Lisboa, com 12% do total da riqueza gerada nos 18 concelhos da AML, é obra!
Alguém que não viva em Oeiras, julgará o caso estranho. Mais ainda num concelho forte, rico e com elevado grau académico nos seus residentes.
Mais uma vez, a obra feita falou mais alto no coração dos Oeirenses. Em situações normais, por exemplo numa empresa, alguém que fosse condenado pelas mesmas razões, seria imediatamente destituído com um processo disciplinar, e logo substituído por alguém de confiança, com provas dadas de boa gestão e rigor.
Então porque é que esta lógica não funciona em algo em que nós, votantes, podemos alterar o rumo das coisas? Se exigimos rigor, honestidade e lealdade na nossa vida, e com aqueles que nos rodeiam, então porque não exigir isso através de um simples voto?
Sinceramente, acho que o problema passa pela descredibilidade de toda a nossa classe politica. Temos em regra maus políticos, que em regra governam mal, e que em regra procuram tirar mais-valias pessoais quando se encontram no poder.
Resta portanto, procurar eleger o mal menor. O “Ele rouba, mas faz obra!” nunca fez tanto sentido. E nesse campo, Isaltino é imparável. Só quem vive em Oeiras percebe o que estou a dizer. A sua obra sente-se em cada rua, no ordenamento, nos locais de lazer, nos espaços verdes, na riqueza do seu pólo empresarial, no cuidado da imagem, ou ainda no marketing que o concelho transmite para o exterior através dos seus numerosos eventos.
Resta saber, até quando irá Isaltino resistir, ao julgamento da justiça cega (cega mas pouco…muito pouco), mas principalmente, ao julgamento dos Oeirenses. E estes, não lhe darão direito a recurso.
Naruto
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